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Os dois lasers ablativos mais usados na cicatriz de acne trabalham com mecanismos próximos, mas curvas de dano térmico diferentes — e é essa diferença que define a escolha por paciente.
Entender a física de cada comprimento de onda é o que permite escolher com segurança — e é a base dO Melhor Curso de CO₂ do Mundo.
A resposta começa na absorção pela água. O Er:YAG (2.940 nm) tem coeficiente de absorção pela água cerca de dez vezes maior que o CO₂ (10.600 nm). Na prática, isso significa ablação mais superficial e limpa, com pouca coagulação residual. O CO₂ deixa uma zona de dano térmico maior, que contrai colágeno e prolonga o estímulo de remodelação.
| Critério | CO₂ fracionado | Er:YAG 2940 |
|---|---|---|
| Dano térmico residual | Alto — mais contração | Baixo — ablação limpa |
| Estímulo de colágeno/sessão | Maior | Menor |
| Downtime | Maior (5–7 dias) | Menor (2–4 dias) |
| Risco em fototipo alto | Maior | Menor |
| Sessões médias | Menos | Mais |
Prefira o CO₂ quando o objetivo é contração e remodelação em profundidade. Cicatriz atrófica profunda, boxcar de borda espessa e rolling sobre pele de fototipo baixo se beneficiam do maior estímulo térmico.
A contração de colágeno mais expressiva costuma exigir menos sessões para o mesmo grau de melhora — uma vantagem para pacientes que priorizam resultado por sessão e toleram o downtime maior.
Fototipo, histórico de HPI, expectativa de downtime e profundidade da cicatriz. Sem essa leitura, mais energia só aumenta risco.
Prefira o Er:YAG quando segurança e recuperação rápida são prioritárias. Pele fina, fototipos mais altos e pacientes que não podem parar por muito tempo respondem melhor à ablação limpa, que reduz eritema prolongado e o risco de hiperpigmentação pós-inflamatória.
O modo dual (long/short pulse) de muitos Er:YAG permite adicionar coagulação quando necessário, aproximando o comportamento do CO₂ em casos selecionados.
A cicatriz complexa raramente é de um tipo só. Plataformas multi-laser permitem usar o Er:YAG 2940 para acabamento de superfície e o CO₂ (ou um não ablativo) em profundidade na mesma jornada — uma sinergia que muitas cicatrizes exigem.
A pergunta certa nunca foi “qual laser é melhor”, e sim “qual combinação resolve esta cicatriz neste fototipo”.
Dominar as duas curvas de dano térmico transforma o profissional de operador de um equipamento em estrategista de resultado.
Eficácia comparável. O CO₂ entrega mais estímulo por sessão; o Er:YAG abla com menos coagulação e menos downtime. A escolha depende de fototipo, profundidade e tolerância à recuperação.
Em cicatriz profunda, boxcar e rolling sobre fototipo baixo, pela maior contração de colágeno e menor número de sessões.
Em pele fina, fototipos altos ou quando o downtime precisa ser curto, pela ablação limpa e menor risco de HPI.
Sim. Er:YAG para superfície e CO₂ em profundidade formam uma sinergia útil em cicatrizes complexas.